A abelha Plebeia remota rufis é uma variedade (ou subespécie) da espécie Plebeia remota, pertencente à tribo Meliponini — as abelhas nativas sem ferrão. Ela se destaca pelo porte diminuto e pela coloração avermelhada que lhe dá o nome (rufis = ruivo). É uma excelente opção para quem deseja iniciar na meliponicultura urbana, pois é mansa e se adapta bem a espaços reduzidos.
Características físicas
Com cerca de 3 a 4 mm de comprimento, a Plebeia remota rufis é uma das menores abelhas sem ferrão do Brasil. Sua coloração predominante é preta ou marrom-escura, com reflexos avermelhados no tórax e abdômen. As asas são transparentes e a cabeça apresenta um tom castanho mais claro. As operárias são monomórficas (mesmo tamanho) e a rainha é ligeiramente maior, mas difícil de distinguir externamente.
Distribuição e habitat
Esta abelha é encontrada principalmente nos estados do Sul e Sudeste do Brasil, com registros em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Habita áreas de Mata Atlântica e Cerrado, nidificando em cavidades de troncos, cupinzeiros, fendas de rochas e até mesmo em estruturas urbanas como muros e caixas de luz.
Comportamento e defensividade
Em comparação com outros meliponíneos, a Plebeia remota rufis é considerada mansa. As operárias não são agressivas e raramente tentam morder durante o manejo, o que facilita o trabalho do meliponicultor. Voam ativamente em busca de néctar e pólen, visitando uma grande variedade de flores pequenas.
Importância ecológica
Por seu tamanho reduzido, a Plebeia remota rufis consegue polinizar flores muito pequenas, como as de diversas plantas da família Asteraceae, Myrtaceae e outras. Desempenha papel importante na manutenção da flora nativa e na produção de sementes. Sua criação em áreas urbanas contribui para a conservação da biodiversidade local.
Criação em meliponário
A criação segue as práticas gerais da meliponicultura. Pode ser alojada em caixas racionais do tipo INPA (modelo vertical ou horizontal) com dimensões adequadas ao pequeno porte da colônia. Recomenda-se oferecer alimentação suplementar (xarope de água e açúcar mascavo) em períodos de seca ou escassez de flores. A captura de novos enxames pode ser feita com garrafas PET ou caixas-isca com atrativos como própolis e cera.
Como diferenciar de espécies parecidas
A Plebeia remota rufis pode ser confundida com a Plebeia emerina (conhecida como mirim-preguiça) e com a Plebeia mosquito. A principal diferença está na cor: a remota rufis possui um tom avermelhado mais evidente, enquanto a emerina é mais escura e a mosquito tem corpo mais alongado.
Perguntas frequentes
Posso criar Plebeia remota rufis em apartamento? Sim, desde que a caixa seja instalada em varanda protegida, com boa oferta de plantas floríferas. A abelha é pequena e não causa incômodo.
Ela produz mel? Sim, mas em quantidade limitada, suficiente apenas para a colônia. O mel é saboroso, porém raramente colhido.
Qual a diferença para a Jataí? A jataí (Tetragonisca angustula) é maior, de cor amarelo e preta, enquanto a Plebeia remota rufis é menor e escura com tons avermelhados. Ambas são excelentes para iniciantes.
É necessário registrar no Ibama? Sim, todo meliponário precisa estar cadastrado no Ibama (CTF). Consulte a página de Apresentação para mais informações.
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